Manguezal, o berçário da vida

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manguezal é uma formação vegetal típica de zonas litorâneas, sendo muito comum nos locais em que os rios desembocam no mar. Ele é de fundamental importância para o equilíbrio ambiental e para a manutenção da vida marinha, pois esse bioma abriga uma grande biodiversidade e consiste em um berçário natural para várias espécies marinhas, onde peixes, moluscos e crustáceos se reproduzem e se alimentam.

Os manguezais ocupam uma área de aproximadamente 14 mil quilômetros quadrados no Brasil, estendendo-se do Amapá a Santa Catarina, segundo o Atlas dos Manguezais do Brasil, um documento produzido pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, publicado em 2018. Além disso, o país tem a maior extensão contínua de manguezais do mundo, e fica em segundo ou terceiro lugar entre os países com maior área de manguezal. O litoral Norte possui uma área de aproximadamente 8.000 km quadrados de manguezais. Ao longo do litoral dos estados do Pará e Maranhão, os manguezais formam uma faixa contínua de cerca de 700.000 hectares, ou seja, quase 85% de todos os manguezais brasileiros. No entanto, a degradação desse bioma tem se intensificado, sobretudo em razão do desmatamento, poluição dos rios, lançamento de esgoto residencial e industrial, derramamento de petróleo e construção de residências em áreas de mangue.

Com seus 230km de extensão, a zona costeira alagoana possui significativas áreas de manguezal. As maiores extensões estão concentradas no Litoral Norte, ao longo dos rios Manguaba, Camaragibe e Santo Antônio. Mas os especialistas da área alertam que esse ambiente vem sofrendo grande pressão de diferentes impactos ambientais, decorrentes, principalmente, de ações diretas e indiretas do homem sobre a natureza, o que chamam de atividades antrópicas, como a especulação imobiliária.

O Litoral Norte alagoano possui nove municípios pertencentes a maior Unidade de Conservação Marinha Costeira do Brasil, a APA Costa dos Corais, que tem em seus objetivos a conservação dos mangues. Mas mesmo com uma legislação federal específica e sendo consideradas áreas de proteção permanente, a situação não é tão boa, afinal esta área vem sofrendo um processo de destruição devido à urbanização desenfreada, altas concentrações populacionais na região litorânea, a ausência de saneamento e tratamento de esgoto, resíduos sólidos, turismo desordenado e construções irregulares.

Nos deparamos todos os dias com a destruição de ecossistemas de extrema relevância para a vida humana, como o mangue. A falta de conscientização ambiental, fiscalização e o cumprimento da legislação faz com que a natureza seja punida por atos de seres humanos irracionais.

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