Rapper maragogiense se prepara para lançar seu primeiro EP, intitulado “Protótipo”

O EP, com cinco músicas, será lançado em janeiro
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Handerson Bernardo da Silva é um jovem poeta de 20 anos, natural de Maragogi. Atualmente, cursa História com licenciatura pela UFAL (Universidade Federal de Alagoas), onde participa do Centro de Documentação Histórica. Handerson tem gosto musical eclético, com preferência ao que é produzido no Brasil, como rap, funk, reggae, brega funk, samba, choro, MPB e rock. Mas nada que o impeça de ouvir também sons de fora, como soul, jazz e blues. “Eu gosto de ouvir coisa diferente”, conta o jovem. “Acho que a música é uma das coisas mais lindas que os seres humanos nos proporcionam, pois ela consegue conectar todas as pessoas, mesmo sem entender o idioma, é capaz de gerar emoções através dos instrumentos e acordes, por isso ouço de tudo.”

O rapper, que é conhecido popularmente como ZP, revela que suas principais influências artísticas são Eduardo Taddeo (artista que fez mudar sua visão do rap), Belchior e Sérgio Sampaio, além de seu pai, o principal influenciador. ZP começou a se introduzir no meio do rap desde cedo, por meio dos grupos Racionais e NSC, até então vistos apenas como mais uma manifestação artística. O grande causador da virada de chave para que o jovem se aprofundasse mais no rap foi o artista Eduardo Taddeo, que na época era integrante do grupo “Facção Central”. Ele viu, ali, um ritmo que iria fazer diferença em vários âmbitos da sua vida.

O garoto começou a compor em meados de 2015, sem pretensões, e de lá para cá não parou mais.

Incentivado pelo amigo Giarlan Raiz, que também lhe trouxe referências musicais, Handerson percebeu que tinha grande potencial, de fato, para o gênero rap. Os rapazes se tornaram amigos ao dividirem a mesma sala de aula no curso de técnico em Hospedagem integrado com Ensino Médio no IFAL (Instituto Federal de Alagoas) Campus Maragogi. Foi Giarlan quem o estimulou a começar a escrever os primeiros versos, e a perceber que ele tinha uma métrica boa para fazer rimas.

A primeira oportunidade que Handerson teve de expor sua obra ao público foi em 2015, no mesmo ano em que começou a compor, no festival de arte produzido pelo IFAL, denominado Interarte.

Sobre o EP

Apesar de já ter composto várias músicas antes, Handerson nunca tinha lançado algo mais profissional para o seu público, seja em forma de single, Compact Disc (CD), Mixtapes, Extended Play (EP) ou álbum. Resolveu este ano, que daqui para o começo de 2021 irá lançar seu primeiro projeto musical para seus seguidores. O conceito inicial seria a criação de um álbum com 10 faixas, mas, durante a quarentena, decidiu reduzir a ideia para um EP. Por ser um projeto inicial do rapper, não quis começar com algo tão extenso como um álbum.

As referências trazidas no EP serão majoritariamente de músicas brasileiras, valorizando os ritmos e artistas nacionais. Quem conhece minimamente o Rap nacional, entenderá as alusões. Handerson gosta de misturar as batidas oriundas do Rap, juntando ao ritmo o boombap (batida de protesto estilo anos 90), o trap (batida mais acelerada), o drill (batida com graves), a fim de tentar ampliar sua visão musical, pois, segundo ele, sempre esteve muito preso ao boombap. “Quero fazer uma coisa misturada, não quero falar de sofrimento a vida toda, embora todas as músicas contenham uma pegada social”, diz o garoto.

O rapaz declara que propôs um desafio para si mesmo ao tentar fazer músicas no estilo “love song”, em razão de ter dificuldade para compor algo nesses moldes. Além disso, Handerson afirma que o EP também vai trazer letras diferentes do que ele está acostumado a cantar, com o estímulo da dicção em ritmos mais acelerados do que a sua zona de conforto permitia. Em relação à estética do EP, o rapper afirma que pensa em fazer capas contrárias. “Uma, com uma pegada social e empresarial; e outra, com a pegada de rua, despojada, com o objetivo de refletir a musicalidade da contrariedade e do confuso, pois eu me considero uma pessoa confusa demais, sempre tentando me entender nessa vida.”

O projeto do EP será em formato de livro, com a faixa da introdução lançada no dia 7 de janeiro, e outros três capítulos introduzidos no dia 26 de janeiro. A conclusão será apresentada na primeira semana de fevereiro, contabilizando um total de cinco músicas. O título é uma referência ao próprio EP, considerando que é o primeiro trabalho pelo artista. “É o primeiro de muitos projetos que estão por vir”, finaliza o rapper.

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