Ruínas do Mosteiro de São Bento enriquecem a História alagoana

As ruínas do antigo Mosteiro são testemunho do início de um povo.
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Ruínas do Mosteiro de São Bento (Fotos: Nilson Passos)

A regra é não deixar a história morrer. No ano de 480 em Núrsia, na Itália, nasceu São Bento, um influenciador de uma civilização e fundador de mosteiros, falecendo em 547. Uma via simples de alcançar a paz e retomar os valores da sociedade que haviam sido perdidos, fez com que São Bento criasse suas regras, que ficaram conhecidas no mundo após sua morte. E uma dessas regras é “orar e trabalhar”.

Maragogi, cidade do litoral norte alagoano, em 1634 foi agraciada com a construção do Mosteiro do Santo italiano, segundo os primeiros registros. A história conta que o prédio servia de descanso para religiosos, que se arrastavam a cavalo de Olinda para Porto Calvo.

Décadas se passaram e, segundo os contadores de biografias e historiadores, a igreja ou Mosteiro de São Bento, tinha outras finalidades, como a de proteção contra as invasões de piratas, que vinham da França e da Holanda. Conversando com moradores do povoado, que hoje leva o nome do santo italiano, muitos afirmam que da torre que o mosteiro tinha, se enviavam sinais com espelhos, para a torre de Porto Calvo, alertando o comandante que havia na terra de Calabar, que se preparasse para enfrentar os invasores.

A história deste Mosteiro é riquíssima. Como as imagens de São Bento, de Arcanjo Miguel, de Jesus morto e de Nossa Senhora das Dores, vindas de Portugal, que foram guardadas na capelinha no distrito de São Bento. Isso aconteceu após o prédio virar ruínas.

Uma visita ao povoado, ou até mesmo às ruínas do Mosteiro ou igreja, como queira chamar, levará ao conhecimento de um lugar lindo, com um mar de encantar os olhos e sentir a energia de um povo acolhedor, trabalhador e com muita fé em seus corações. Até porque, as ruínas que sobraram testemunham o início da colonização desse povo.

As paredes que permaneceram de pé por décadas, gritavam para continuar ali, noticiando a história, e fazendo valer a regra de São Bento, que é “orar e trabalhar”. O Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan), sinalizou a área, objetivando salvar esse patrimônio histórico.

As orações do povo são-bentense foram ouvidas, e o trabalho apenas começou. Essa é a regra: não deixar a história morrer.

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