Prefeito de Maragogi contraria decreto do governo do estado e suspende aulas presenciais na rede privada

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Ontem, o prefeito de Maragogi já havia anunciado a maiorias das medidas para coibir a segunda onda da pandemia causada pela Covid-19, antecipando o teor do decreto nº 010/21, publicado hoje.

A novidade que causou espanto foi o Art.16. “Fica prorrogada a suspensão das aulas presenciais nos estabelecimentos de ensino da rede pública municipal e particular, até o dia 24 (vinte e quatro) de março de 2021, ou até novas orientações.”

Contrariando, mais uma vez, o governo do estado, o prefeito interrompe as aulas presenciais na rede privada, único segmento que cumpre à risca os protocolos sanitários de prevenção à Covid-19 no município.

Talvez fuja do seu conhecimento – ele ultimamente parece mais preocupado com sua projeção política no estado –, por esse motivo ignora que as escolas privadas, bem diferente das públicas que vivem sob sua administração, exigiram, e os pais compraram, um kit-prevenção, com sabonete líquido, álcool gel, garrafa de água própria, toalhinha e máscaras. Todos os dias, à entrada, um funcionário mede a temperatura de cada aluno. A capacidade é, realmente, de 50%, com os alunos de cada sala se reversando em dias alternados.

A bem da verdade, o atual decreto municipal quase nada alterou. O gestor cedeu às pressões de todo o empresariado local e não mudou nada. Bares continuam, comércio continua, receptivos continuam, hotéis continuam. Tudo naquele jeitinho de 50% ou, agora, mais generoso, 75%. Parece promoção.

Trata-se de mais um decreto de fachada (na prática, ninguém cumpre nada). Ninguém respeita limite. Ninguém obedece regras. Não há fiscalização. Ah, o gestor dhegou a dizer, quando informou que as piscinas estariam abertas e que os catamarãs não poderiam abrigar sua capacidade total, que os turistas “deveriam” ir de máscara e passarem álcool gel… ao mergulharem nas Galés. Seria cômico se não fosse grotesco. Em que mundo alguns seres vivem? Talvez não tenhamos compreendido qual tipo de máscara a ser usada. Talvez daquelas de borracha, bem potente. Para se proteger do vírus e encobrir a cara de pau.

Esse é mais um capítulo do seu famigerado gabinete da crise, cujas cabeças continuam batendo cabeça e provocando confusão e trapalhadas. Ou deve ser revanchismo: “já que o campo que administro não dá certo, também não vou permitir que mostrem os bons exemplos que os outros dão, com testemunho voluntário de vários pais.” Diferente do setor público, em que depoimentos são forjados para compactuar aparente e publicamente com a farsa.

Dinheiro acima de tudo! Ética abaixo de todos!

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