Família tenta provar inocência de motoboy negro e gay preso acusado de roubo em Minas Gerais

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Moradores de Santana do Paraíso, município no interior do estado de Minas Gerais, se mobilizam para tentar provar a inocência de um motoboy negro e gay preso no último dia 15 de julho, suspeito de roubar um cordão e uma pulseira de ouro. Conhecidos do rapaz sustentam que Maxsuel Vieira Ribeiro, de 35 anos, teria sido mais um caso de preconceito e racismo.

Nesta quarta-feira (28/07), mesmo sem possuir antecedentes criminais e nada de ilícito ter sido apreendido, a Justiça negou a Maxsuel o direito de responder o processo em liberdade. O motoboy, que é formado em administração de empresas, nunca havia sido detido. As joias não foram encontradas com ele. “Estamos desesperados e indignados. Maxsuel sempre foi trabalhador. Ele presta serviço para comerciantes e moradores do bairro Parque Caravelas, no município de Santana do Paraíso, onde mora. No momento em que foi abordado, transportava um adolescente até um campo de futebol, a pedido da mãe do jovem”, relatou a prima Tamires Ribeiro, ao portal O Tempo.

Segundo ela, Maxsuel está sendo mantido preso baseado apenas no relato da vítima, uma secretária de 40 anos. “No próprio boletim de ocorrência, ela diz que o suspeito é alto, e meu primo tem apenas 1,60m de altura. Também declarou que o autor do roubo estava de capacete. Então, como reconheceu meu primo? Com certeza, no momento da pressão, ela se enganou. Só queremos por Justiça“, clama a prima de Maxsuel. “Nosso desespero aumenta porque ele é homossexual, e vai ser transferido para um presídio. Meu primo está apavorado, temendo ser colocado na cela com outros homens“.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que, por questão de segurança, não divulga informações sobre transferência de presos. Já o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou que o motoboy passou por audiência de custódia, que converteu o flagrante em prisão preventiva. A Polícia Civil destacou que “estão sendo realizadas diligências para a verificação dos fatos“. “Tão logo o inquérito seja concluído, os esclarecimentos serão prestados à sociedade“, pontuou o órgão em nota.

Pheeno

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