No sentido figurado, fibra significa força de vontade, firmeza de caráter, disposição para tomar decisões ou enfrentar situações difíceis. Não à toa, a palavra é parte essencial da associação Mulheres de Fibra, formada por dez artesãs que transformaram por completo o artesanato no assentamento Água Fria, na zona rural de Maragogi, a 120 km de Maceió, capital de Alagoas.
O coletivo nasceu da união de mulheres que buscaram no artesanato alternativas para a subsistência e a independência financeira. Foi criado informalmente em 2009 e, dois anos depois, por meio de parcerias e com a Prefeitura Municipal de Maragogi, a Cooperativa dos Pequenos Agricultores Organizados (Coopeagro) e o Sebrae, foi formalizada. Inicialmente aprendida com artesãs de comunidades vizinhas, a técnica foi sendo aprimorada com cursos de capacitação.
O delicado trabalho das artesãs do Mulheres de Fibra encantam moradores e turistas. No charmoso e novíssimo Sais Beach Living Hotel , em Maceió, as peças dão o toque de acolhimento com mimos exclusivos que traduzem a essência da região.
Os hóspedes se conectam genuinamente com a cultura local por meio de três tipos de mimos, que são entregues ainda no check-in, dependendo da categoria de cada quarto: Cestinha artesanal com pote de cocada de capim-limão com flor de sal (esta, uma produção autoral do chef Altemar Silva); mini cachepô artesanal com marcador de livro em fibra inspirado no ponto da renda filé; pote de cocada de capim-limão com flor de sal e Sais escalda-pés artesanais de bem-estar; e caixa de fibra de bananeira criada exclusivamente para os hóspedes do Sais com marcador de livro artesanal em ponto inspirado no filé; cocada de capim-limão; Sais escalda-pés artesanais; e a obra “Coral Sais”, feita em cerâmica pela artista plástica Fernanda Cedrim, da Nan Cerâmica, e inspirada na barreira de corais que banha toda Maceió.

“Fico muito feliz de o Sais Beach ter nos escolhido. É uma oportunidade maravilhosa, que nos faz crescer e nos dá a chance de mostrar nossa arte para um público cada vez maior. Somos mulheres empoderadas, e a cada ano aperfeiçoamos ainda mais a produção. Eu, particularmente, gosto muito de artesanato e faço todas as peças com prazer. Não quero parar”, afirma AmaraLúcia de Oliveira.
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