Jovem é preso por vender nudes falsos e chega a faturar 5 mil reais

Homem de 26 anos teria criado perfis falsos e lucrado cerca de R$ 5 mil com imagens manipuladas de vítima real

Um homem de 26 anos foi preso em Manaus, suspeito de utilizar inteligência artificial para criar e vender “nudes” falsos nas redes sociais. A prisão ocorreu na quarta-feira (15), após investigação da Polícia Civil do Amazonas.

De acordo com as autoridades, o suspeito — identificado como Gabriel do Carmo Cardozo — criava perfis falsos se passando por mulheres e utilizava imagens manipuladas por IA para comercializar conteúdos íntimos inexistentes.

Esquema com perfis falsos

Segundo a polícia, o homem usava fotos de uma jovem real, sem autorização, para gerar imagens sensuais e vídeos falsificados. O material era divulgado em redes sociais e aplicativos de mensagens, onde ele se passava por garota de programa para atrair compradores.

Os conteúdos eram vendidos por valores que variavam entre R$ 30 e R$ 400. Ao longo da ação criminosa, o suspeito teria arrecadado aproximadamente R$ 5 mil.

Vítima descobriu através de conhecidos

A investigação teve início após uma das vítimas procurar a polícia. Ela relatou ter sido informada por amigos e familiares de que sua imagem estava sendo utilizada em perfis falsos com conteúdo íntimo criado por inteligência artificial.

Durante as apurações, os policiais identificaram que o autor dos crimes era vizinho da vítima.

Prisão e crimes investigados

O suspeito foi localizado e preso por equipes do 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na zona Leste da capital amazonense. Em depoimento, ele confessou o esquema.

Ele foi autuado pelos crimes de falsa identidade e estelionato, e permanece à disposição da Justiça.

Alerta sobre uso de IA em crimes

O caso chama atenção para o uso indevido de tecnologias de inteligência artificial na criação de conteúdos falsos, conhecidos como “deepfakes”. Especialistas alertam que esse tipo de prática pode causar sérios danos à reputação e à vida das vítimas, além de dificultar a identificação de fraudes.

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