Na infância eu me via, ao vê-lo chamar a tia, a Tereza de todos os dias, o sobrinho mais querido dentre todos aqueles, bem querer que não se escondia.
Era o café mais cheiroso, seu menino mais formoso, o maior afeto da casa, por ele, ela nutria.
O tempo passou e eu menina de um dia, com meus pais chegávamos naquele casarão do Samba, esses fatos marcados em nossa memória, eu jamais não esqueceria.
Xexéu com seu chapéu, nos deixou mais de um legado.
Dos seus sete filhos que conheci com Maria, segue Tonho agora para a eternidade, que Deus o receba na Glória com o tilintar do seu cajado.
Segue sua última viagem, não para estudar no Recife como quando ainda era um jovem menino, mas aos céus chegará como seu último destino.
Deixa a música e os ensaios para a juventude, o professor e o regente, Tonho Paes, um amigo muito caro, político de essência, gostava mesmo era de gente.
Hoje, tomada de surpresa e mais que de repente, com o choro preso na garganta, saudades dos Paes, que um dia na guerra nos acatou, saudades de todos eles… indistintamente.
Texto: Nadja Baía







