Davi, Dani, ex-gestores e o sistema político

Davi Cavalcante foi exonerado por Daniel Vasconcelos. Davi ocupava cargo comissionado. Cargo comissionado é uma posição na administração pública que é de livre nomeação e exoneração. É ocupado por pessoas que exercem funções de direção, chefia, coordenação, assessoramento. É considerado cargo de confiança. Não exigem concurso público. É concedido por indicação ou acordo político.

Davi sabe disso. Daniel sabe disso. Marcos Madeira sabe disso. Sérgio Lira, então, é o que mais sabe. Parece, no entanto, que alguns “ex” esqueceram. Tanto é que, em publicações recentes, estão usando o rapaz para tirarem proveito de um situação, e descaradamente se autopromoverem. Mas não conseguem ludibriar quem enxerga além de uma simples foto – e não esquece o passado. Em suas gestões, fizeram as mesmas exigências, ditaram iguais imposições, e aplicaram as mesmas punições. Às vezes, com arrogância e aos berros.

Davi não é vítima de Daniel Vasconcelos, nem Daniel é algoz de Davi. Algoz é o sistema político do qual todos fazem parte. E agem ou agiram de igual forma. Todo sistema tem suas regras, e quem não as cumpre, é punido. É elementar. Resta a peça que recebeu a punição, saber lidar com isso.

Davi é um bom garoto e fez um bom trabalho à frente da Coordenadoria da Juventude. Nada tira o mérito do seu profissionalismo. Mas o sistema não avalia suas peças pelas qualidades, mas pelas conveniências. E no caso do sistema político, a maior utilidade, senão a única, é o voto, é o apoio nesse sentido, de agregar voto. Especialmente se o cargo ocupado é comissionado ou contratado. Essas duas categorias têm a obrigação de apoiar ou votar nos candidatos do gestor. A regra é clara. Se não obedecem, são exonerados ou demitidos. Sempre foi assim. Não é verdade, “ex”?

Ah, e os concursados “rebeldes”, chamados de efetivos, dependendo do gestor, também são perseguidos. Se não são punidos com demissão, são transferidos (quando o cargo permite) e jamais são promovidos. Em suma, servidores da prefeitura nunca tiveram a liberdade de declarar voto em candidatos contrários aos do prefeito.

Não se iludam. Não se deixem persuadir por figurinhas carimbadas da política local. Revisitem o passado. Sempre. É o passado que nos ajuda a enxergar com lucidez o presente.

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