A pesquisa da TDL Pesquisa & Marketing, registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) sob o número AL-04608/2026, passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de uma nota pública da RB Dantas LTDA, empresa que afirma não ter contratado o levantamento eleitoral.
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 20 e 22 de junho e apresentou JHC com 52% das intenções de voto no cenário estimulado para o Governo de Alagoas, contra 37% de Renan Filho. Na disputa pelo Senado, o levantamento divulgou Alfredo Gaspar com 40%, Arthur Lira com 33% e Renan Calheiros com 31% na soma do primeiro e do segundo votos.
Entretanto, a repercussão do levantamento deixou de girar apenas em torno dos números.
Em nota à imprensa, a RB Dantas LTDA afirmou que não possui contrato vigente, não encomendou e não autorizou a realização da pesquisa. A empresa também declarou ter sido surpreendida com a emissão de uma nota fiscal eletrônica no valor de R$ 47 mil em seu nome, alegando que não reconhece o documento, não recebeu o serviço e não efetuou nem efetuará qualquer pagamento relacionado ao levantamento.
Ainda segundo a nota, a empresa informou que adotará medidas administrativas, cíveis e criminais. Entre elas estão a contestação da nota fiscal, a notificação extrajudicial ao instituto responsável pela pesquisa, o registro de boletim de ocorrência e a comunicação do caso ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas e ao Tribunal Superior Eleitoral.
A manifestação amplia o debate sobre a origem da contratação da pesquisa. Além da discussão sobre os resultados apresentados, passam a ser questionados aspectos relacionados à formalização do serviço, à emissão da nota fiscal e à identificação de quem efetivamente solicitou e custeou o levantamento.
Até o momento, a RB Dantas sustenta que não possui qualquer responsabilidade pela contratação da pesquisa. Diante da controvérsia, a expectativa agora recai sobre um posicionamento da TDL Pesquisa & Marketing para esclarecer quem solicitou o levantamento, em que condições ocorreu a contratação e quais documentos comprovam a regularidade da prestação do serviço.
O caso acrescenta um novo elemento ao debate eleitoral em Alagoas, deslocando o foco da disputa entre os pré-candidatos para questionamentos sobre a transparência e a regularidade da contratação do próprio levantamento divulgado.
Carlos Victor Costa / Bcnews Alagoas






