Justiça torna donos de pousada e eletricista réus por mortes de mãe e filho em Maragogi

Acusados responderão por homicídio culposo; perícia apontou que instalação elétrica irregular na área da piscina provocou a descarga que matou as vítimas
Foto: Redes sociais

A Justiça de Alagoas recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) e tornou réus os dois proprietários de uma pousada em Maragogi, no Litoral Norte do estado, e um eletricista investigado pelas mortes de uma mãe e do filho, vítimas de uma descarga elétrica na piscina do estabelecimento. A decisão marca o início da ação penal, na qual os três responderão pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Com o recebimento da denúncia pela Vara de Único Ofício de Maragogi, o processo entra na fase de instrução. A partir de agora, serão ouvidas testemunhas e produzidas as provas que servirão de base para o julgamento dos acusados.

A tragédia ocorreu no dia 6 de janeiro deste ano e vitimou Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e o filho, Arthur Klein Helfstein Alves, de 11 anos. Naturais de São Paulo, eles passavam férias em Alagoas e estavam hospedados na pousada quando sofreram a descarga elétrica.

Segundo a perícia da Polícia Científica, as mortes foram provocadas por uma instalação irregular de iluminação no entorno da piscina. O laudo concluiu que um conjunto de luzes instalado próximo ao local estava em contato com a estrutura metálica do guarda-corpo, energizando a área com cerca de 220 volts. O menino teria recebido a descarga ao tocar na estrutura, e a mãe acabou eletrocutada ao tentar socorrê-lo. Ambos caíram na piscina e morreram antes de serem resgatados.

A defesa dos acusados poderá apresentar resposta à acusação durante o andamento do processo. Ao final da instrução, a Justiça decidirá se os réus serão condenados ou absolvidos.

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