Mulher reclama de mau atendimento na UPA de Maragogi

A dona de casa Thayane Silva, de Maragogi, relata que levou seu avô de 62 anos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santo Antônio, na noite dessa segunda-feira (20), com os olhos inchados, suspeita de córnea queimada e sentindo muita dor. De acordo com a mulher, passaram pela triagem às 19h30, quando o idoso foi atendido por uma profissional da Unidade, que classificou o paciente como pouco urgente. E, segundo Thayane, a profissional (não sabe informar se técnica ou enfermeira) não aferiu a pressão arterial, mesmo sendo um idoso e apresentando sinais visíveis de desconforto.

“Ficamos mais de duas horas esperando, enquanto o médico plantonista permanecia na sala ‘fazendo hora’, sem fazer absolutamente nada e nem dando satisfação aos pacientes. Nesse tempo, um rapaz com conhecimento dentro da Unidade, sem pulseira de identificação, foi atendido em menos de 20 minutos”, conta a mulher.

Por volta das 21h20, Thayane teria questionado sobre a suposta passagem antecipada do rapaz, e a mesma profissional teria informado que o atendimento era por classificação. A mulher então questionou sobre as pulseiras de identificação e a profissional respondeu que as pulseiras haviam acabado.

“Sendo que pacientes que chegaram depois desse rapaz foram classificados com pulseiras, o rapaz não foi chamado na tela da TV, como todos os outros pacientes, e sim à parte por outra profissional, e entrou na sala do médico, ou seja, quem tem influência passa na frente, enquanto os demais aguardam sem prioridade”, prossegue Thayane.

Durante a espera, ainda conforme a mulher, três pacientes desistiram e foram embora – duas crianças e um adulto. “O médico só atendeu meu avô às 21h45, depois que eu comecei a me alterar e outros pacientes também começaram a reclamar. Mesmo assim, ele disse que não podia fazer nada, apenas um encaminhamento para oftalmologista”, narra Thayane. “Relatei que ele já era acompanhado por um oftalmologista, mas aquele caso ali era urgência, pois foi um acidente de trabalho, por isso estávamos na UPA. E ele reafirmou que não poderia fazer nada.”

“Levei meu avô para casa e eu mesma tive que prestar todos os cuidados necessários”, continua a neta do paciente. “Fica o questionamento: se não podiam fazer nada, por que não avisaram logo na triagem? Que profissionais são esses que avaliam uma pessoa só por boca e não fazem um mínimo que é aferir a pressão? Porque nos deixaram esperando mais de duas horas, se era um caso que não poderia resolver lá? Foi um caso claro de negligência, descaso e falta de humanidade com um idoso que precisava de atendimento urgente.”

Entramos em contato com a Assessoria de Comunicção da prefeitura de Maragogi e estamos aguardando retorno.

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