PM de Alagoas é preso por 72 horas após vídeo mostrar suposto uso de droga no glúteo de mulher

Militar foi submetido a procedimento disciplinar após imagens circularem e chegarem ao conhecimento do comando da corporação

Um cabo da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) foi preso administrativamente por 72 horas após a corporação tomar conhecimento de um vídeo em que o militar aparece em um momento íntimo com uma mulher. Nas imagens, também é possível observar uma arma de fogo presa à roupa íntima dela e o policial aparentemente fazendo uso de uma substância que, segundo a apuração interna, seria semelhante a um entorpecente.

O vídeo não será reproduzido na íntegra pela reportagem em razão do conteúdo íntimo.

De acordo com as informações relacionadas à ocorrência, o caso chegou ao conhecimento do comando da PMAL, que determinou a adoção de medidas disciplinares contra o militar. A prisão administrativa foi determinada pelo comandante-geral da corporação, coronel Paulo Amorim.

A medida ocorre no âmbito disciplinar e está relacionada à necessidade de apurar se a conduta atribuída ao policial viola as normas que regulamentam o comportamento dos integrantes da instituição.

Corregedoria vai apurar conduta do militar

Além da prisão administrativa pelo período de 72 horas, a Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Alagoas foi acionada para dar continuidade à apuração.

O procedimento deverá analisar as circunstâncias em que o vídeo foi produzido, a eventual participação do cabo nas situações registradas e a possível existência de transgressões disciplinares.

A legislação disciplinar da PMAL prevê mecanismos de prisão administrativa em situações que exijam intervenção para preservação da disciplina e do decoro da corporação. O Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de Alagoas também estabelece o limite de 72 horas para a permanência do militar preso antes da publicação da respectiva punição, nas hipóteses previstas na norma.

O caso poderá ainda resultar na abertura ou continuidade de um processo administrativo disciplinar, no qual o militar terá a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos e exercer seu direito de defesa.

Suspeitas ainda são investigadas

Até o momento, as imagens constituem elemento de apuração e não permitem, por si só, concluir que a substância visualizada no vídeo seja efetivamente um entorpecente ou estabelecer outras circunstâncias relacionadas à arma de fogo.

A eventual responsabilização do policial dependerá da conclusão dos procedimentos instaurados pela corporação.

A PMAL tem adotado medidas administrativas semelhantes em outros episódios recentes envolvendo condutas de policiais. Em agosto deste ano, três militares envolvidos em um episódio relacionado ao uso de uma viatura da corporação em uma gravação cumpriram 72 horas de prisão administrativa e permaneceram afastados das funções enquanto eram submetidos a processo administrativo pela Corregedoria.

No caso do cabo, a apuração deverá esclarecer as circunstâncias do vídeo e verificar se houve transgressão disciplinar ou eventual prática de outra irregularidade.

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