Um ritual espiritual que promete “apagar o histórico” de uma pessoa e proporcionar um recomeço tem chamado a atenção nas redes sociais e despertado curiosidade entre internautas. O procedimento, divulgado por terapeutas e facilitadores espirituais, custa a partir de R$ 5,5 mil por sessão, podendo ter valores ainda mais elevados, dependendo do profissional e da duração do atendimento.
Segundo os responsáveis pelo método, o ritual seria capaz de eliminar registros energéticos ligados ao passado, romper padrões repetitivos, desfazer bloqueios emocionais e espirituais e abrir caminho para uma nova fase da vida. Em algumas divulgações, a promessa é descrita como uma espécie de “reinicialização” da história pessoal.
As sessões costumam ser realizadas de forma individual e podem incluir meditação, técnicas de respiração, visualizações guiadas, imposição de mãos, sons, cristais e outros elementos ligados a práticas espiritualistas. Há também versões oferecidas de maneira on-line.
Apesar das promessas, não existem evidências científicas que comprovem a possibilidade de apagar memórias, traumas ou qualquer tipo de “histórico energético” por meio desse tipo de ritual. Especialistas em saúde mental destacam que experiências traumáticas e questões emocionais podem ser trabalhadas com acompanhamento psicológico e, quando necessário, psiquiátrico, utilizando métodos reconhecidos pela ciência.
Além disso, o Conselho Federal de Psicologia alerta que tratamentos para sofrimento psíquico devem ser conduzidos por profissionais habilitados, evitando promessas de cura imediata ou soluções definitivas para problemas complexos.
Nas redes sociais, o alto valor cobrado pelas sessões também gerou debates. Enquanto alguns usuários afirmam acreditar na eficácia do ritual e relatam mudanças positivas em suas vidas, outros questionam o preço e criticam a ausência de comprovação científica para as promessas anunciadas.
O caso reacende a discussão sobre os limites entre espiritualidade, terapias alternativas e práticas que podem induzir consumidores a acreditar em resultados que não possuem respaldo científico. Especialistas recomendam cautela antes de investir em procedimentos que prometam transformações profundas sem evidências de eficácia.







