Quem visitou o Campus Maragogi, na tarde desta quarta-feira (10), viajou pelo mundo sem precisar sair da escola. Isso só foi possível porque os estudantes dos cursos técnicos de Agroecologia, de Hospedagem e de Restaurante promoveram a Feira das Nações, evento de caráter educativo e cultural que ocorre anualmente na instituição.
As turmas capricharam na decoração das salas de aulas para receber o público que visitou o evento. Balões nas cores das bandeiras dos países, painéis com belezas exóticas, fotografias de personalidades famosas e pratos típicos levaram os visitantes a uma experiência de imersão em culturas que só se veem por reportagens de televisão ou de canais de viagens no Youtube.
No Equador, o visitante conferiu fotos das tartarugas gigantes da Ilha de Galápagos e uma réplica de um vulcão ativo que expelia lava, produzido com papelão e pintado em tons terrosos. Na Austrália, os destaques foram os doces da culinária aborígene, a paixão nacional pelo canguru e 15 curiosidades sobre aquele país, como o tamanho do território, a vida selvagem, a produção agrícola e as suas megacidades.
Os discentes do estande do Haiti deram uma aula sobre a História daquele país, que foi o primeiro a tornar-se independente nas Américas, e explicarem ao povo as características do artesanato nacional, que utiliza quengas de coco como matéria-prima. As alunas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) mostraram um pouco das delícias de Portugal: queijos, vinhos, azeite estavam em destaque na mesa de quitutes. O craque da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo, também foi homenageado pelas estudantes por ser uma personalidade famosa no mundo.
Estudantes aprendem a cultura do exterior com colegas de classe
A turma do estudante Antônio da Silva Neto, 15 anos, foi responsável por apresentar a África do Sul aos visitantes do Campus Maragogi. Para ele, os colegas abraçaram o tema e fizeram um trabalho espetacular acerca do país. “É a primeira vez que participo da feira e achei muito legal o empenho da turma em falar do esporte e da cultura. Nunca vi algo assim”, contou o estudante.
Da mesma classe, Júlia Gabriela, 15 anos, ficou impressionada com a história da segregação racial na África do Sul. “Eu não conhecia apartheid, que durou de 1948 a 1994, separando os brancos e os negros. Eu recomendo as pessoas pesquisarem o tema”, disse ao acrescentar que as pinturas em corpos chamou sua atenção porque os desenhos simbolizam a força feminina, a felicidade e a paz.
Já o estudante, Jeferson Ramos da Silva, do 3 agro B, disse que a Feira das Nações foi a primeira de que ele participou e a classificou como ótima. “Foi um espetáculo maravilhoso. Minha turma apresentou o Uruguai, que tem uma cultura diversificada. Fala espanhol, tem alfajor, chimarrão e faz fronteira com Argentina e Brasil”, elencou. Panamá, Colômbia, Curaçao, Paraguai, Gana e Escócia também foram representados na atividade cultural.

Bartolomeu Honorato / Assessoria







