Hospitais privados de Maceió estão no limite de ocupação

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A ocupação de leitos nos principais hospitais da capital alagoana tem chegado em alguns casos a 100%. No Hospital do Coração, por exemplo, a ocupação de apartamentos atingiu a cota máxima na sexta-feira (26), já nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) disponíveis o percentual de ocupação é de 90%. Na Santa Casa de Misericórdia, até a tarde de ontem, apenas 6 leitos de UTI estavam disponíveis e um de enfermaria.

A situação é crítica e pode se agravar. Segundo dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), mais de 10 mil casos da doença estão sob investigação. Na avaliação do infectologista Gilberto Salustiano o crescimento no número de casos é consequência das aglomerações durante o Carnaval.

“Sabemos que em todos os hospitais têm havido aumento no número de ocupação de leitos e isso tem ocorrido porque o que aconteceu há alguns dias foi o Carnaval, aglomerações, festas… As pessoas não acreditam que é uma doença séria, as pessoas se aglomeram, não usam máscara. Continua aumentando o número de casos. Alagoas é o estado do país com o menor número de casos, mas isso é porque não tem havido testagem o suficiente. Há muita subnotificação. São famílias inteiras que vêm sendo infectadas e não há registro disso. É necessário testar tudo, nesse período tudo pode ser Covid-19, porque nem sempre são sintomas respiratórios”, diz o especialista.

O infectologista alerta para outro problema: a chegada do período chuvoso que pode pressionar ainda mais a disseminação da doença. Ele defende a intensificação das medidas de distanciamento como forma de conter o avanço do vírus.

“Nesse momento infelizmente vamos começar o período de chuvas e teremos um maior número de casos, um crescimento ainda maior. É necessário que haja o endurecimento de medidas, porque o empresariado não quer isso, só quer o lucro. Não estão preocupados porque está morrendo gente, enquanto isso não chegar aos familiares eles não estão preocupados. É necessário, mas os governantes estão preocupados com as próximas eleições. Às vezes têm medo de tomar medidas mais duras e ter animosidade com os empresários e com a população, e enquanto pensarem dessa forma teremos uma continuidade no aumento dos casos”, destaca Salustiano.

Crescente de óbitos

O primeiro registro de óbito ocasionado pelo coronavírus em Alagoas data do dia 31 de março de 2020. De lá para cá, o estado já amarga o quantitativo de 2.919 mortes. O número é superior à população de Pindoba, município do estado que conta com a menor população. Fazendo um comparativo, é como se as pessoas da cidade tivessem desaparecido do mapa.

Conforme os dados do boletim, o pico da doença, quando Alagoas registrou o maior número de óbitos, foi no mês de junho, com 609 vítimas. Em julho, esse número caiu, mas continuou alto: 215 mortes. A partir de agosto, os óbitos começaram a cair, voltando a aumentar a partir de dezembro de 2020.

Confira, mês a mês, os óbitos registados em Alagoas desde o início da pandemia:

Fevereiro 2021 (até o dia 26) – 233 óbitos

Janeiro 2021 – 257 óbitos

Dezembro 2020 – 150 óbitos

Novembro 2020 – 101 óbitos

Outubro 2020 – 166 óbitos

Setembro 2020 – 185 óbitos

Agosto 2020 – 320 óbitos

Julho 2020 – 515 óbitos

Junho 2020 – 609 óbitos

Maio 2020 – 396 óbitos

Abril 2020 – 46 óbitos

Março 2020 – 1 óbito

Fonte: Tribunal Hoje

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